Gostaria de abordar um tema um tanto sensível, mas que de algum modo não deixa de me incomodar. Penso que uma das razões que nos motiva a escalar é o magnifico ambiente em que muitas das falésias se enquadram, desde as mais assediadas ás mais tranquilas de aspecto quase que intocáveis no passar do tempo.
Penso que todos nós escaladores, ou pelo menos na maioria, já experimentaram a sensação de chegar a uma falésia e sermos os únicos da nossa espécie presentes (humanos). A tranquilidade com que iniciamos o nosso dia de escalada, ouvindo apenas o som da “não urbanização” é algo que pessoalmente acho delicioso e me pré–dispõe para o resto do dia. Muitas das vezes o companheirismo e o desejo dos parceiros de escalada é igual á nossa vontade de encadearmos a “tal” via. Esta euforia por vezes torna-se barulhenta e cheia de energia, mas que normalmente são uma das razões dos difíceis e penosos “encadeanços”.
Parece que surge aqui uma contradição – Tranquilidade ou barulho?
Não quero ser céptico e rabugento, mas quantas vezes quiseram falar com o vosso parceiro de cordada e não conseguiram devido a barulho provocado pela excitação do lado? Não passaram já por momentos de “aperto” que exige toda a concentração possível? Ou então tentarem falar com um desgraçado aflito que dá os primeiros passos na rocha, sente que “tem a vida em jogo” e não se conseguem ouvir? RESPEITO, é só isso que é necessário, pelo próximo e pela natureza. Não estamos sozinhos no mundo, nem na parede, existem pessoas (como eu) que apreciam a tranquilidade……e o barulho quando isso não se torna um sinal de egoísmo!
Bom…….Escalem, Divirtam-se, e Respeitem
18/07/2008
CLIMB - Respeito
07/07/2008
TKD - Filosofias
Como praticante de Artes Marciais, gostaria de deixar aqui uma breve introdução relativamente a este tema.
Assim como na escalada a inércia nas Artes Marciais é um inimigo comum e terrível. Para começar passo a citar a definição de inércia aos olhos de Newton:
“…Todos os corpos são "preguiçosos" e não desejam modificar seu estado de movimento: se estão em movimento, querem continuar em movimento; se estão parados, não desejam mover-se. Essa "preguiça" é chamada pelos físicos de Inércia e é característica de todos os corpos dotados de massa.”
Traduzindo isto para as Artes Marciais (AM), falo da dificuldade nas mudanças de estado. Temos todos uma tendência inapta de resistência á mudança. Muitas das vezes permanecemos no mesmo estado erradamente, sem sequer termos a lucidez e a vontade de o alterar. Refiro-me desde o estado mental (agressividade, passividade, excitação, serenidade) ao estado físico (carga, intensidade, volume, descanso). Vejo isto como um inimigo à evolução. Não quero com isto dizer que a inércia será sempre um factor negativo, muitas das vezes torna-se como uma ‘bola de neve’ desencadeando um fluir de situações positivas. O problema existe sim, quando não sabemos travar essa continuidade, porque a partir de determinada altura, a curva crescente inverte-se e aí, há que saber contrariá-la (inércia), ou esta se transformará em algo negativo que normalmente é a situação mais frequente. E garanto-vos que, por experiência própria, o retornar depois de uma fase de treino excessivo e mal conduzido é terrivelmente difícil , para não falar das lesões ocorridas durante o mesmo.
Abraço e mantenham-se atentos…….especialmente nesta fase que se aproxima….férias!!!
Assim como na escalada a inércia nas Artes Marciais é um inimigo comum e terrível. Para começar passo a citar a definição de inércia aos olhos de Newton:
“…Todos os corpos são "preguiçosos" e não desejam modificar seu estado de movimento: se estão em movimento, querem continuar em movimento; se estão parados, não desejam mover-se. Essa "preguiça" é chamada pelos físicos de Inércia e é característica de todos os corpos dotados de massa.”
Traduzindo isto para as Artes Marciais (AM), falo da dificuldade nas mudanças de estado. Temos todos uma tendência inapta de resistência á mudança. Muitas das vezes permanecemos no mesmo estado erradamente, sem sequer termos a lucidez e a vontade de o alterar. Refiro-me desde o estado mental (agressividade, passividade, excitação, serenidade) ao estado físico (carga, intensidade, volume, descanso). Vejo isto como um inimigo à evolução. Não quero com isto dizer que a inércia será sempre um factor negativo, muitas das vezes torna-se como uma ‘bola de neve’ desencadeando um fluir de situações positivas. O problema existe sim, quando não sabemos travar essa continuidade, porque a partir de determinada altura, a curva crescente inverte-se e aí, há que saber contrariá-la (inércia), ou esta se transformará em algo negativo que normalmente é a situação mais frequente. E garanto-vos que, por experiência própria, o retornar depois de uma fase de treino excessivo e mal conduzido é terrivelmente difícil , para não falar das lesões ocorridas durante o mesmo.
Abraço e mantenham-se atentos…….especialmente nesta fase que se aproxima….férias!!!
03/07/2008
APRESENTAÇÃO
Boas....
Começo por me apresentar .....para quem ainda não me conhece!
Rui é o meu nome e a minha "pancada" é o desporto.
De ínumeras coisas que tentei e tento fazer o que sempre residiu em mim, foram as artes marciais e nos últimos anos a escalada. daí que o conteudo deste blog seja essêncialmente este.
Começo por me apresentar .....para quem ainda não me conhece!
Rui é o meu nome e a minha "pancada" é o desporto.
De ínumeras coisas que tentei e tento fazer o que sempre residiu em mim, foram as artes marciais e nos últimos anos a escalada. daí que o conteudo deste blog seja essêncialmente este.
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